16.5.07

Regra de três (muito pouco) simples*



«L'amour est à réinventer» [RIMBAUD]

*preciosidade encontrada no fotolog do Tiago
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14.5.07


Reina&RodillaRota..
desencontrados mas com a confirmação de que a Vaca das Cordas começa a 7 de Junho..
*boa semana
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SÁBADO
«nunca saio sem a minha camara»
by Lara Fernandes @ After Eight
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12.5.07


Tarde de sábado @ Luar..
Sunglasses, green scenario e convocatória de futebol.. Força Zédane!
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Cow Parade.. com o 'Rodilla rota' e a 'reina'
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o que é que o dj se lembrou de por??
MIKA, claro!! wooooowoooooo
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@Fabrica de Chocolate
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.. puxão d'orelhas
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We're the BAND
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Angelina & Brad @ Black Ball
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sexta-feira: PARA VIGO ME VOY
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10.5.07

«o céu cairá sobre as minhas costas suadas»
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Aqui ficam a colagem de algumas fotos tiradas com o Sony Ericsson, na tarde de ontem.
Aqui.. entre o teatro e a sala de ensaio, neste corredor aberto para o céu azul, o elenco do Perlimplim (e a Belisa!) reuniu para mais um ensaio de texto.. o último até à próxima semana.
Sim, vamos folgar o resto da semana.. não façam essa cara de inveja.. Depois disto tudo vai acelerar e apertar..
Apontem.. vem aí o Festeixo!!
Haztaaa... vou começar o fim de semana.. encontramo-nos.. por aí!
[PROCURO DONO]
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Apresento-vos a (temporariamente) Belisa.
Esta cadela, nova ainda e que deixa qualquer um enternecido, veio parar ao teatro esta semana.
Lá é a rainha dos mimos de todos, mas nenhum de nós reune as condições que ela precisa para a poder adoptar.
Assim, apelo a quem o puder fazer que tome a iniciativa.
Garanto que não se vai arrepender.. é uma belíssima criatura.
Obrigado em nome de todos.

9.5.07

[change]


[Joss Stone - Change (Vinnie Jones Intro -)]

You see I know change
I see change
I embody change
All we do is change
Yeah, I know change

We are born to change
We sometimes reagrd it as a metaphor
That reflects the way things ought to be

In fact change takes time
It exceeds expectations
It requires both now and then
See although the players change
The song remains the same
And the truth is
You gotta have the balls to change

7.5.07

[Amor Comparado]

Queres ter uma ideia do amor, vê os pardais do teu jardim; vê os teus pombos; contempla o touro que se leva à tua vitela; olha esse orgulhoso cavalo que dois valetes teus conduzem à égua em paz que o espera, e que desvia a cauda para recebê-lo; vê como os seus olhos cintilam; ouve os seus relinchos; contempla os seus saltos, camabalhotas, orelhas eriçadas, boca que se abre com pequenas convulsões, narinas que se inflam, sopro inflamado que delas sai, crinas que se revolvem e flutuam, movimento imperioso com o qual o cavalo se lança para o objecto que a natureza lhe destinou; mas não tenhas inveja, e pensa nas vantagens da espécie humana: elas compensam com amor todas as que a natureza deu aos animais, força, beleza, ligeireza, rapidez. Há até mesmo animais que não sabem o que é o gozo. Os peixes escamados são privados dessa doçura: a fêmea lança no lodo milhões de ovos; o macho que os encontra passa sobre eles e fecunda-os com a sua semente, sem saber a que fêmea eles pertencem. A maior parte dos animais que copulam só têm prazer por um sentido; e, assim que esse apetite é satisfeito, tudo se extingue. Nenhum animal, com excepção de ti, conhece os entrelaçamentos; todo o teu corpo é sensível; os teus lábios, sobretudo, gozam de uma volúpia que nada cansa, e esse prazer só pertence à tua espécie; enfim, tu podes a qualquer tempo entregares-te ao amor, os animais têm o seu tempo específico. (...) Por isso, estás acima dos animais; mas, se gozas de tantos prazeres que eles ignoram, em compensação quantas tristezas os animais não fazem ideia!

[Voltaire, in 'Dicionário Filosófico']

6.5.07

05.05.2007..... shakin'
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5.5.07

"All I wanna do is
have a little fun before I die"

.. ouvi-a esta tarde e vou cantarolá-la noite adentro

4.5.07

Dentro de vinte anos sentir-te-ás mais desiludido pelas coisas que não fizeste do que por aquelas que fizeste.
Assim, desfralda as velas ao vento.
Afasta-te de porto seguro.
Aproveita os ventos alisios.
Explora.
Sonha.
Descobre!
[Mark Twain]

Mika - Happy Ending
______________________________________

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca
Alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que se não vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou para a rua e bebo a tempestade


Chico Buarque

3.5.07

2.5.07

[CRAIG ARMSTRONG - Hymn 3]


[ELOGIO AO AMOR]

[Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.]

[Miguel Esteves Cardoso in Expresso]